O Mistério do Voo MH-370
Voo MH-370: como é possível em pleno século 21 um avião sumir?
Com GPS e a presença da vigilância americana levantam dúvidas sobre tecnologia atual
Diversos aviões de várias
nacionalidades foram mobilizados na procura pelo avião desaparecido
Reuters
Poderia ser ficção,
mas a caso é, infelizmente, realidade: na noite da última sexta-feira (7), o
voo MH-370, da Malaysia Airlines, desapareceu uma hora após levantar voo. O
avião malaio, que levava 239 pessoas a bordo, ia de Kuala Lumpur a Pequim, na
China.
Até agora, buscas e
grupos de salvamento de nove países não encontraram nenhuma pista de onde
poderia estar a aeronave e seus passageiros. Jordan Golson, repórter de
tecnologia da revista americana Wired, explica como é possível, ainda que
improvável, que um avião suma sem deixar rastros.
Em primeiro lugar, é
preciso lembrar que radares não conseguem rastrear as aeronaves que estão sobre
o oceano. Segundo o jornalista, há uma falsa concepção de que os pilotos estão
em constante contato com o controle de tráfico aéreo, ou de que os aviões estão
sempre sendo vigiados pelos radares. Isso não é verdade, pois o voo deixa de
ser captado pelos radares quando se distancia cerca de 200 km da costa.
Durante o caminho, a tripulação se comunica com determinados
pontos de checagem, informando sua posição, velocidade e altitude. Dessa forma,
é comum que os rádios fiquem em silêncio entre esses pontos; muitas vezes, não
há nem mesmo a necessidade de ação humana, pois os computadores podem
transmitir a informação.
Os aviões modernos possuem sinal
de GPS, mas é apenas para informar à própria aeronave onde ela está. Esses
aparelhos não informam a posição do voo ao controle de tráfico aéreo, pois não
há sinal para tal. A implementação de um sistema como esse seria possível,
porém custaria bilhões de dólares.
