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quarta-feira, março 12, 2014

O Mistério do Voo MH-370 

Voo MH-370: como é possível em pleno século 21 um avião sumir?

Com GPS e a presença da vigilância americana levantam dúvidas sobre tecnologia atual


Diversos aviões de várias nacionalidades foram mobilizados na procura pelo avião desaparecido
Reuters
Poderia ser ficção, mas a caso é, infelizmente, realidade: na noite da última sexta-feira (7), o voo MH-370, da Malaysia Airlines, desapareceu uma hora após levantar voo. O avião malaio, que levava 239 pessoas a bordo, ia de Kuala Lumpur a Pequim, na China.
Até agora, buscas e grupos de salvamento de nove países não encontraram nenhuma pista de onde poderia estar a aeronave e seus passageiros. Jordan Golson, repórter de tecnologia da revista americana Wired, explica como é possível, ainda que improvável, que um avião suma sem deixar rastros.


Em primeiro lugar, é preciso lembrar que radares não conseguem rastrear as aeronaves que estão sobre o oceano. Segundo o jornalista, há uma falsa concepção de que os pilotos estão em constante contato com o controle de tráfico aéreo, ou de que os aviões estão sempre sendo vigiados pelos radares. Isso não é verdade, pois o voo deixa de ser captado pelos radares quando se distancia cerca de 200 km da costa.

Durante o caminho, a tripulação se comunica com determinados pontos de checagem, informando sua posição, velocidade e altitude. Dessa forma, é comum que os rádios fiquem em silêncio entre esses pontos; muitas vezes, não há nem mesmo a necessidade de ação humana, pois os computadores podem transmitir a informação.

Os aviões modernos possuem sinal de GPS, mas é apenas para informar à própria aeronave onde ela está. Esses aparelhos não informam a posição do voo ao controle de tráfico aéreo, pois não há sinal para tal. A implementação de um sistema como esse seria possível, porém custaria bilhões de dólares.
 
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