O médico que morreu após ser baleado dentro do 2º Distrito Policial de Santo André foi enterrado em São Bernardo do Campo, também no ABC, no fim da manhã desta segunda-feira (28). Ele estava no estabelecimento para registrar um pequeno acidente de trânsito.
Um policial civil, que estava de plantão, foi atingido no peito. Outro homem, que tinha ido buscar um veículo localizado pela polícia, foi baleado na perna. As duas vítimas permanecem internadas em hospitais da região. A pedido da família, o hospital não divulgou o estado de saúde do policial civil. Já o homem atingido na perna passou por uma cirurgia. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas passa bem.
A Corregedoria da Polícia Civil informou no domingo (27) que o tiroteio de sábado (26) foi provocado por um erro de interpretação dos policiais do distrito policial.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais confundiram a entrada de um policial militar à paisana que buscava abrigo no distrito com um ataque de criminosos.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais confundiram a entrada de um policial militar à paisana que buscava abrigo no distrito com um ataque de criminosos.
A chegada do policial, que, de fato, fugia de criminosos que o perseguiam, provocou tumulto no interior do estabelecimento.
As pessoas que estavam na delegacia para registrar ocorrências, entre elas, o pediatra, correram para as áreas internas do distrito policial.
Por conta do tumulto, um agente de telecomunicações da delegacia passou a atirar contra estas pessoas, pensando que fossem marginais invadindo a delegacia.
Duas delas foram alvejadas. Na confusão, um investigador também fez um disparo, acertando o agente de telecomunicações por engano.
Ainda segundo a SSP, os criminosos que perseguiam o policial à paisana não fizeram disparos contra a delegacia nem tentaram invadi-la porque, após verem o policial militar entrando na delegacia, fugiram.
A Corregedoria da Polícia Civil autuou o agente de telecomunicações em flagrante por homicídio. Por isso, ele permanece internado escoltado. O investigador que atirou no agente de telecomunicações ainda não foi indiciado, mas que ele também será responsabilizado pelos disparos.
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